Elegia às cidades cinzentas

•Setembro 1, 2009 • 2 Comentários

Hoje resolvi escrever mais que um post. Isso é para denotar que, despreocupadamente, voltarei a escrever nesse tão agradável meio de comunicação com o público.

Para mim, nada melhor do que citar uma relativa insatisfação que se expressa nos corações dos quais vivem em cidades pouco ensolaradas.

A estes seres, deixo meu post.

Acordar e perceber que o dia está definitivamente entristecedor é dose. Pior ainda é o sentimento que repousa nos corações. Uma cidade em que as pessoas conversam menos entre si, que o ar é menos amigável. Lentamente, percebe-se que os dias vão se passando, um após o outro. Só faltava um raio de sol apenas, uma esperança que acende nos olhos de quem vê. Lux et tenebris.

Claro que não é motivo para tanto, porém tem pessoas que até mesmo dão cabo à própria existência devido a ausência de Sol, combinada com fatores emocionais e sociais.

Escuto tantas pessoas falando mal do tempo de minha cidade – Curitiba – que precisava discursar sobre. É inegável que o clima e a aparição do astro rei gere uma influência nas relações sociais, porém é importante deixar em ênfase o outro lado da moeda. Dessa maneira, observamos o quão mais elegantes e polidos são os quais moram em cidades não litorâneas. Necessariamente, se fez a necessidade de mais roupas, de mais adornos. Com isso, criou-se a necessidade de uma etiqueta mais estrita, inserindo-se mais e mais modus operantis. A atividade intelectual é fortíssima em países e cidades com climas subtropicais. Sem contar os negócios, é claro. Como o clima não colabora, as pessoas tem que se dedicar a qualquer rotina louca para se manter estável.

Os litorâneos ficam com a alegria e os urbanóides com a moda. rsrsrs Brincadeirinha ácida.

Portanto, antes de ficar reclamando do tempo e da cidade que mora, pense se não é instabilidade emocional ou simplesmente uma falta de análise das vantagens que proporciona o seu tipo de cidade.

Abraços para todos.

Alexandre Meirelles

Depois da Tempestade…

•Maio 25, 2009 • Deixe um comentário

Olá meus queridos leitores.

Todo ser humano tem a necessidade de exteriorizar suas lamúrias e seus conceitos, sejam equivocados ou não. Voltaire, um grande escritor e malandro de primeira (é um elogio), sempre expressou a importância na expressão do ser humano e sua liberdade. Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las – refletia.

Claro que na época a questão da reputação era menos abrangente quanto hoje, em que um ato mal pensado pode explodir na net em poucos instantes. Faz-se necessário citar que, como professo um método de autoconhecimento, comprendo os meus anseios e os faço. Porém, se você lê aqui algo que não gosta, fique tranquilo. É isso mesmo.

Então, hoje tenho uma nova abrangência dos conceitos. Saibamos apenas que, depois de gerar uma catarse, descontrái-se o psiquismo. E essa descontração maravilhosa é a bonança. Existem certos instantes que a instabilidade é tão grande que não conseguimos observar as portas que se abrem ou a percepção do que está a nossa volta. Assim quando, durante uma tempestade, não conseguimos ver nada, nem mesmo o nosso destino.  E é a partir da vivência dos momentos de tempestade que conseguimos uma grande gama de experiência que cinge o ser em resistência.  Resistência para suportar frustrações e resistência para enfrentar desafios.

A existência humana, fadada aos eternos ciclos de virtuosismo e vicíos, mais uma vez se faz como um tomo de conhecimento. Porém só consegue ler desse tomo quem tem essa predisposição e humildade para aceitar seus próprios equívocos.

Espero que todos vocês tenham um bom dia e enfrentem as suas tempestades de maneira sábia.

Crítica à Degeneração Pura

•Maio 3, 2009 • 4 Comentários

Titulozinho mais petulante. Hoje em dia está na moda fazer nomes de blogs e posts que fazem uma cretina alusão a um livro culto. Nesse caso é um dos livros mais chatos que já li, Crítica da Razão Pura do Kant. Immanuel Kant é um cara que todo mundo lê para falar que leu. Odeia ter que reler múltiplas vezes o maldito parágrafo, mas diz que ama. É aquele saco de sempre, prolixo e bonito (fico mesmo preocupado que eu, um dia, chegue a escrever assim). Ele devia ser um cara inteligente que queria inserir muitas coisas em pouco tempo. Mas, perceptivelmente, é cansativo demais e não envolve o leitor(na minha opinião, claro). Trata-se de uma leitura rançosa. Ok, chega da abertura do post.

Falemos da degeneração do sujeito-malandro (e viva escrever esquecendo as novas normas). O sujeito malandro (que é representado por eu e você) sempre está “malandreando”. Mais do que isso, é um egoísta tradicional. Pensa em si mesmo e os outros que se danem. Por mais que pense que uma ação é nobre, sempre tem um fundo de segunda, ou terceira, ou quarta ou quinta intenção. Preocupante deveras, pois vejo que ninguém mais dá ponto sem nó. Degeneração se fez quando os seres não mais se inseriram como pessoas que almejam somar para os outros e somente anseiam por resolver seus problemas e ganhar com isso.

Transparência é algo que inexiste nos dias atuais. Seria tão mais simples se as pessoas falassem suas intenções antes… E também seria profundamente bem humorado (não daria certo):
Cara chega do lado da menina e fala:
- Oi. Eu não quero ir jantar, na verdade quero ir direto para o Motel.
Não daria certo.
Ou
Menina bem apessoada fala para o ficante:
-Amor, só estou com você porque você é rico e me dá jóias.
Ou
Cara engraçadão fala para o amigo quietão:
- Sou seu amigo para ter alguém para humilhar quando estou com mau-humor.
Ou
Tirano fala para subordinado:
- Vem aqui! Eu quero enganar você para que faça o que eu quiser para sempre.
Etc.

Tudo começou a um tempo atrás mas não foi na ilha do sol (piada dos anos 90). Essa tal de diplomacia facilitou muito nosso viver social. Porém, dificultou nossa capacidade de sermos sinceros, pensarmos nos outros e querermos viver de uma forma mais… … … …

pensando bem…
Não sei se aguentaria ouvir todas as verdades.
Não sei se tem jeito mais.
Estamos todos degenerados nesse ponto, em ritmo de decadência.

Errata

•Abril 24, 2009 • Deixe um comentário

Acredito que a vida tenha bons momentos e acho que somente perdedores acham que é só uma desgraça ou blá-blá-blá e assuntos melancólicos “aranha”. Entretanto este blog tem o objetivo apenas de criticar e não engrandecer o ser humano e seu comportamento.

Portanto, esta é uma crítica por eu ser pouco elucidativo 2 posts abaixo.

Beijos e chega da piada do Ministério de sei-lá-o-que-dos-infernos adverte o raio-que-partiu.

Boa noite

Na margem das demagogias

•Abril 24, 2009 • 1 Comentário

Pensei, pensei e pensei se colocaria nesse post o nome demagogia ou hipocrisia. Logo, veio a idéia de que demagogia seria extremamente mais legal. Por mais que quase ninguém usa a porcaria da palavra de uma forma correta. Demagogia é uma “arte” de distorcer a verdade. Hipocrisia é a simples pregação de algo que não acreditamos ou até mesmo fazemos.

Ok, não falei nada ainda de interessante nesse post. Então vamos começar a descer o pau em quem merece, que somos nós mesmos. Infelizmente, dessa vez me incluirei apenas na questão de demagogia.

Demagogia é foda. Todo safadinho quer ter a maldita razão e mais do que tudo velar a verdade. Conheços muitos malandros que fazem com o objetivo de simplesmente enganar os outros com sua verdade enlatada. Quando o cara é bom, utiiza milhões de argumentos (muitos dos quais sinceramente não tem relevância alguma) para encobrir o fato real. Chega uma hora que você não aguenta mais o pedante falando e dá a razão para o sujeito. Distorcer a realidade é muito fácil. Difícil é manter a sanidade com tanta alucinação. Existe a demagogia mais inocente, que não causa dano. Essa é aplicada quando se quer provar o ponto de vista e – de qualquer forma – ele será provado como o mais correto.

Interessante que já vi cientistas tornarem-se jornalistas na hora e professores tornarem-se corretores de valores instantâneos, somente para provar sua opnião.

Afinal, para que personalidade e tudo mais?

Caráter?

Engrandece alguma coisa?

Dá dinheiro?

Então essa putada não abre mão de ser raposa.

No segundo ponto, falo por observação. Hipocrisia não é um dos meus crimes (não como outros). Odeio gentinha hipócrita. Eu tinha um irmão que era insuportável. Sempre vinha com uns papos sobre integridade e sempre foi um vigarista de trigésimo terceiro calão. Sempre me irritei com povinho que reclama de algo que sempre faz.
Fulano reclama que sicrano dá em cima de sua namorada mas vê um “rabo-de-saia” (danem-se as novas regras de português) e logo dá em cima sem pensar.
Beltrano não gosta que Volano o irrite mas é o mais fanfarrão.
Nada pior do que cabecinhas pequenas que falam mal de outros. Só que falam das próprias falhas!
Uma menina acima do peso vai lá do lado da amiga rechonchuda e vomita:

-Está gorda hein! Essa páscoa comeu demais chocolate! Horrível gente sem controle da boca…

Ahhhh! Porr meu amigo… Tenho sinceramente vontade de mandar essa gente para a Lua pois me irritam!
Agora fui hipócrita, pois eu irrito muita gente.

Abraços irritantes e lembre-se

O MINISTÉRIO DA SAÚDE SOCIAL ADVERTE: SER HIPÓCRITA E DEMAGÓGICO É COMUM, MUNDANO E NORMAL.
MAS NÃO JUSTIFICA A SUA PEQUENEZ EM FAZÊ-LO.

Mais um novo dia e uma nova crítica

•Abril 18, 2009 • Deixe um comentário

Tempos atrás assisti o programa da GNT que me identifiquei muito. Irritando Fernanda Young. Por algum tempo, achei que era desnecessário tecer comentários sobre a vida alheia ou sobre a ignorância em geral dos seres viventes.

É uma questão de estilo. Tem pessoas que sinceramente adoram falar mal de tudo e de todos. Só que falam de forma irritante. Porém expressar graça até mesmo na desgraça é uma delícia.

Exemplo disso é partir para levar sua vida para uma comédia. Sinceramente cessa o comportamento de falar mal dos outros. Agora você falará mal de si mesmo… Então estamos na lei…

Hoje você me promete que rirá de uma situação ridícula que você passou? De um tombo… de uma gafe infernal… de uma coisa que não deveria ter feito…

Aguardo você solucionar seu problema de falta de humor. Porque, convenhamos, a vida é uma situação ridícula atrás da outra. Você se apaixona, fica mané. Fica rico, fica idiota. Fica inseguro, fica um tolo. Faz coisas erradas, fica com cara de bebê chorão. Fica com alguém que não poderia, fica com cara de culpado.

Isso não é irritante?

Irritante é ter que acordar cedo obrigado e ouvir alguém muito feliz do seu lado. É o tipo de felicidade que nem alguém com amor universal e incondicional consegue aguentar.

IRRITA PROFUNDAMENTE!

RIA E SEJA FELIZ COM SEU MAU-HUMOR.

O MINISTÉRIO DA IRONIA AGRADECE.

Durmam bem e bom feriado!

Já que é para começar…

•Abril 17, 2009 • 2 Comentários

Rio sempre que me vejo contando vantagem. Rio duas vezes quando vejo o motivo. Mais engraçado ainda é ouvir alguém falar sobre suas vantagens e suas capacidades.
Tem uma gentinha que pensa que está sempre em entrevista para um grande emprego e precisa urgentemente mostrar TODAS suas habilidades. Na maior parte até rola uma mentirinha, não é verdade? Ou você acha que todo mundo acredita que você leu a Divina Comédia versão Bilingue?

- Porque eu escrevo poemas!

- Porque eu tenho um blog!

- Porque eu sou Professor!

Etcetera e muitas outras lorotas ou até podem ser verdades, mas exacerbadas para causar um impacto.

Este fenômeno se incrementa quando existe uma polaridade na jogada (vulga relação homem-mulher). Daí é uma festa de lorotas, de exageros, do famoso “jogo da sedução”. No entanto, é absolutamente RIDÍCULO se você observar de fora. Outras frases tradicionais de encontros com cunho sexual:

- Fui naquele cruzeiro…

- Meu Range Rover…

- Quando fui para Europa…

- Eu acho que Kant é…

- Gosto de ir em baladas de SP…

- Lá em New York…

- Andar de lancha é…

- Então, o Governador me disse…

Perceba que não termino as frases pois não existe necessidade. O final não tem importância. Foi só uma enrrolaçãozinha para que contasse uma… uma… uma… vantagenzinha. E esperar que isso dê um efeito na aceitação do público, parceiro(a) ou qualquer relação social do estilo.

Nada mais justo em um mundo em que as habilidades são refetidas como uma propriedade a mais do sujeito. Maldita necessidade de aprovação que o ser humano sem-vergonha tem. Sinceramente às vezes acho que pessoas anti-sociais são mais evoluídas nesse quesito.

Quando me bate aquela comprensão insuportável, me debato com aquela versão do mundo em que somos seres absolutamente carentes de atenção e carinho. Que vergonha! Pois é, mas a solução de tudo isso é:

SERES HUMANOS!
SEJAM MAIS SINCEROS E MENOS INSEGUROS POR FAVOR!
O MINISTÉRIO DA SAÚDE MENTAL AGRADECE.

Pronunciamento do Incipiente

•Abril 17, 2009 • 2 Comentários

Comecei já, para variar, com uma palavra prolixa. Nada mais parecido comigo do que isso. Mas, prometo que tentarei evitar o exagero dessa maldição (provinda dos dois aninhos safados de Direito) que é a verborragia. Até a palavra é feia.

Depois de uma introdução de meu estilo de escrever, vamos ao assunto: falarei neste espaço de minha vida o que sinceramente quero. Se sua pessoa ficar chateado, entristecido ou achar que isso não cabe na sua vida, o problema é todo seu! Vá ler o blog do Paulo Coelho ou do Leão Lobo que achará visões esperançosas e/ou fofocas.

O subtítulo é para refletir nossa plena incapacidade diante de milhões de atos e ações. Logo você me verá reclamar como alguém que vive na Faixa de Gaza. Mas fique tranquilo. Não sou tão chato assim. É só a proposta do blog.

Beijos para todos